Falar sobre emoções: porque é que é tão difícil?

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Autoria de Mariana Caldas

Desde cedo nos ensinam que certas emoções devem ser escondidas ou ignoradas: “não chores”, “tens de ser forte”, “isso passa” são exemplos de frases que ouvimos desde crianças. À medida que vamos crescendo, consolidamos a ideia de que sentir determinadas emoções é errado ou incómodo.

No entanto, as emoções têm uma função importante, pois ajudam-nos a compreender o que se passa connosco e com o mundo à nossa volta, mostrando-nos necessidades, limites e desejos. Quando não expressamos o que sentimos, essas emoções não desaparecem, acumulam-se. Quando tentamos reprimir as nossas emoções, pedimos ao corpo e à mente que silenciem algo que precisa de ser ouvido.

A terapia oferece um espaço onde é possível falar sobre emoções sem medo do julgamento. Aprender a reconhecer, nomear e expressar emoções é um passo essencial para a saúde mental e para a criação de relações mais saudáveis.

Falar sobre o que sentimos não nos torna fracos, torna-nos mais conscientes e humanos.

Gross, J. J. (1998). The emerging field of emotion regulation: An integrative review. Review of General Psychology, 2(3), 271–299. https://doi.org/10.1037/1089-2680.2.3.271

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